5 séries incríveis que não são “modinha”

Um dos meus passatempos favoritos é  assistir séries. TIPO MUITAS séries, e quando você assiste de tudo um pouco e de tudo muito, é difícil achar algo original, algo que você já não tenha visto antes.

a minha maior sorte é que amo histórias

GOT, Greys Anatomy, Stranger Things, Friends, The Walking Dead, você já deve ter visto algo sobre essas séries, ou até mesmo assistido, não há um seriemaniac que não saiba que Greys Anatomy é aquela série com 742158 temporadas sobre um grupo de médicos e que a maioria deles morre.

O problema das séries modinhas, é que de tanto as pessoas falarem, você acaba JÁ ACEITANDO que a produção é apenas aquilo ou tudo aquilo, e eu já perdi bastante o interesse de ver algumas coisas só pelas pessoas falarem TANTO. e NÃO me entenda mal, eu amo todas as séries modinhas, e eu tive que puxar minha própria orelha e dar uma chance à The Walking Dead e Greys esse ano (e pode ter sido uma das melhores coisas que eu tenha feito)

Mas, hoje… eu quero falar daquelas séries que quase ninguém fala. Então, aqui vão as… 5 séries incríveis que não são “modinha”

Ozark

E se de repente, você tivesse que levar sua família pro fim do mundo, com alguns milhões de dólares na mala e a missão de lavar todo esse dinheiro pra um cartel de drogas?

Essa série não é SÓ um drama, É O DRAMA.

Existe uma tensão bastante intimidadora, e eles conseguem te passar isso, o fato de você ter 50 milhões de dólares escondidos na parede do seu chalé, dinheiro sujo, dinheiro de drogas, o dinheiro que se você não lavar… vai matar todo mundo que você ama?! É assustador!

O pai de família aparentemente certinho.

A mãe que não é tão certinha assim, mas do nada tem que mudar toda a sua vida porque o marido se meteu com gente bastante ruim?!

Os dois filhos que estão perdidos no meio disso tudo. 

NOSSA, nem sei como te dizer o quão boa é essa série, a própria Netflix confirmou que foi inspirada em Breaking Bad. Tipo… Breaking Bad. Ok.

Ozark parece sim, mas, a história se leva por si só, não precisa de referências.

Martin Byrde, é um exemplo claro do efeito borboleta, ele não é uma pessoa ruim, só se meteu numa situação ruim.

as mulheres roubam a cena

 

Sério, elas são i m p e c á v e i s. Primeiro vem a Wendy.  A esposa do Martin. O fato que ela tem que criar seus filhos em um lugar completamente remoto, e ainda lidar com um perigoso cartel de drogas, a vida criminosa do marido, todas as complicações que podem ou não resultar na morte dela e das crianças, os jogos políticos, os inimigos locais e suas crises emocionais… nada disso consegue resumir o quanto forte ela é. 

 

Ruth é uma garota que se vê envolvida com a lavagem de dinheiro e acaba sendo parceira de Martin tanto pela ambição de SER MAIS e TER MAIS, mas, também pelo bem da sua família. As motivações de Ruth são bem escritas e você fica dentro da cabeça dela. Novamente, aqui não estamos falando de uma pessoa ruim, estamos falando de uma garota vivendo em condições horríveis na vida, que tem que fazer o que for preciso para vencer, para não morrer. 

 

Darlene Snell, ela é uma louca psicótica ”inteligente pra caramba” que lidera a produção de drogas da sua família (e vê tudo sendo ameaçado quando esse cara vem de não sei onde, pra lavar o dinheiro de um cartel rival) e não posso dizer muito sobre ela, além da imprevisibilidade e de como ela trás cenas chocantes e que vão te deixar de boca aberta e talvez um pouco feliz por haver uma personagem tão fod* na série.

 

O lago OZARK não é só um lago. E a gente logo descobre isso. A série tem cenários deslumbrantes, atuações incríveis e uma história que não se perde. São só duas temporadas (por enquanto), mas é um tempo MUITO BEM GASTO.

 

Anne with an E

Essa série te abraça forte e te põe no colo e faz teus olhos brilharem. 

É como ler um livro muito bom e ver as imagens na sua cabeça, é uma mistura de imaginação com poesia e fantasia e sonhos. 

É cheia de representatividade, e assuntos fortes que DEVEM ser falados, mas, é tão suave, tão gostoso, tão lindo. 

Essa série é tão linda, que não é pra todo mundo, e a contradição é que todo mundo deveria ver essa série, é preciso ter sensibilidade e olhos de ouro e flores pra ver essa série. E se você tá achando a minha linguagem um pouco exageradamente poética demais, é exatamente isso.

 

A história de uma garota órfã, Anne Shirley, que é enviada por engano para a fazenda dos irmãos Matthew e Marilla. Na verdade, os irmãos queriam um garoto, pra ajudar nas atividades da fazenda. Quando eles descobrem que mandaram uma menina tagarela, ruivinha e magricela, a felicidade quase inabalável dela, acaba indo por água abaixo, mas, ela é forte, e é muito natural, ela dá uma aula pra gente, um soco no estômago, e um tapa na cara: a gente nunca vai parar de lutar, mas, a vida é bela e você é forte. 

Anne mostra as garras e os dentes, e todo o resto, ela sabe que meninas não são fracas, e que podem fazer qualquer coisa, as palavras de Anne são um trufo da série, elas te conquistam, te prendem, te cativam, te fazem pensar.

Ela vez ou outra divaga e escapa da dura realidade com pensamentos fantasiosos e uma mente bastante iluminada. Anne não é só-mais-uma-vítima-de-um-mundo-cruel, ela é um exemplo de como transformar situações horríveis, em crescimento.

“Serei a heroína da minha própria história.
Eu escolho a mim mesma, e assim nunca me decepcionarei.”

A série é linda.

É linda de se ver.

Linda de se ouvir.

Linda de se sentir.

Para todas as pessoas que se sentem diferentes, sozinhas, fora do lugar, e que travam batalhas o tempo todo.

 

Daredevil

Talvez, a melhor série de herói já produzida. Para os fãs de HQs, Demolidor é um daqueles presentes que a gente vai ter que agradecer pelas próximas décadas. A Netflix não erra nessa série, quando assisti a primeira temporada, não consegui achar uma coisinha sequer que não funcionasse.

O vilão.

O herói.

Os Conflitos.

A cidade.

A trilha sonora.

A fotografia.

Matt Murdock (Charlie Cox) perdeu a visão quando tinha nove anos de idade. Ele é filho de um boxeador e aprende desde cedo que vai apanhar muito e vai ter que levantar. O personagem em si, é um defensor da lei, com princípios e motivações fortes. Talvez, o Demolidor seja um dos meus heróis favoritos, justamente por ele não ter poderes, não existe essa mistificação nas ações dele, e sim, HÁ UMA MÁSCARA, mas… se de dia Matt é um advogado incrível (o que também é parte importantíssima do enredo da série, e vai criar alguns conflitos interessantíssimos e embates de justiça), de noite ele é um vigilante.

O que mais gosto em toda a série, é que ele é… um homem. Não estamos acompanhando apenas um herói, estamos acompanhando uma pessoa. E as fraquezas do Demolidor são muito mais pessoais e internas, que um resultado dos probleminhas criados pelos vilões.

A série é violenta, tem muito sangue, e lutas (quase) reais demais. Ninjas, referências de outros heróis da Marvel, personagens coadjuvantes incrível… fala sério, não vou nem falar da Elektra e do Justiceiro. Repito, NINJAS.

Talvez, essa seja a mini resenha mais rasa que já fiz, eleve tudo que disso pelo menos umas 10x.  É tudo tão bem produzido que vale absolutamente cada minuto assistido. 

 

Atypical

NÃO. NÃO. NÃO. e NÃO. Era isso que eu dizia sempre que via atypical no catálogo da Netflix. E devo dizer QUE BURRA QUE EU FUI.

Essa série foi uma das experiências mais incríveis que tive esse ano. Assisti as duas temporadas em 1 dia. É isso, não tenho vergonha de assumir!

A trama gira em torno de Sam Gardner, um menino autista e o… mundo.

A vida de Sam  é diferente do que a gente tá acostumado, e não é SÓ sobre o autismo. O Sam é diferente.

Atypical é humana, é levinha, é cheia de descobertas. Cada episódio tem menos de 30 minutos. A gente acompanha Sam lidando com coisas que para a maioria das pessoas parece simples (tipo pegar o ônibus) e que pode acabar se tornando um inferno pra ele.

Não há nada pesado aqui, não carrega aquela obrigação de falar sobre coisas importantes como se fosse isso e isso e isso. Você vai entrando na vida do Sam e da família dele, e tu acaba tendo a visão direcionada pra lugares e pontos que você literalmente não estava enxergando. É um bom exercício pra empatia.

A gente segue o Sam em casa, na escola, no trabalho, no amor, há tanto sentimento aqui, tanto significado… Atypical pode ser só mais uma série pra você dar uma boas risadas depois de um dia ruim, ok, essa também é uma das propostas da série, mas… é bem mais isso.

Casey

A irmã do Sam é um dos pontos positivos. Consigo me identificar bastante com ela.

E isso é legal também, você vai encontrar personagens e situações que vão te fazer pensar “poxa, isso é tão eu.”

A Casey é forte, ela cuida, se importa, tem muita empatia, piadas ruins, e tá se descobrindo. Além do Sam e das desventuras amorosas dele, a gente tem um romance bem lindinho acontecendo na vida da Casey e algumas coisinhas mais.

Tenho um post aqui no blog falando sobre essa personagem e o estilo dela.

Atypical não dramatiza o autismo.

Atypical nos coloca diretamente em contato com os pais do Sam e nas dificuldades que eles tem tanto como pessoas, e com o filho. Essa cena…  Quando Sam tem uma crise no ônibus, e o motorista liga para os pais dele (alias, é interessante ver como a sociedade lida com o Sam e com pessoas diferentes também). Enfim, o ônibus já tá vazio quando eles chegam lá, Sam tá com as mãos tampando os ouvidos e visivelmente perturbado, aí a mãe dele chega bem perto, e fala e faz algo como “eu cuido de você.” ou “eu tô aqui.”

É lindo. Pessoas que estão presente nas nossas vidas, nos nossos piores momentos e também nos melhores.

A família representa tudo de bom que a série carrega.

TENHO 99,9% DE CERTEZA, que você não vai odiar essa série. 

Big Little Lies

Big Little Lies levou 8 EMMYS (que é simplesmente a maior premiação da TV Norte Americana, tipo o Oscar das séries)

Pequenas Grandes Mentiras, como é traduzido para o português é um daqueles suspenses que vão te prender e te deixar sem fôlego, e não é nada comum… não gira em torno de quem matou, mas também quem morreu.

A série foca na vida e história de 5 mulheres.

SEM DÚVIDAS A MELHOR COISA DA SÉRIE, todas as camadas e mais camadas, dessas personagens que não são (só ricaças fúteis) aaaa não… 

Não espere uma trama boba e rasa, eles abordam assuntos como estupro, bullying, violência doméstica e MAIS.

São só 6 capítulos de atuações impecáveis, uma trama de tirar o ar mesmo, trilha sonora de ouro, crianças fofinhas, e um mistério de dar água na boca.

(fiz,propositalmente uma curta resenha sobre ela… mas, posso te falar uma coisa? O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO QUE AINDA NÃO VIU BIG LITTLE LIES?)

 

39 comments Add yours
  1. Gente em que mundo eu estou kkll ainda não vi nenhuma destas séries mas seria discutível a questão de não serem modinha porque eu já ouvi muito buxixo sobre elas e neste momento estão falando muito de Casey.

  2. Essa Anne with an E minha amiga disse que é maravilhosa e falou para eu assistir 😍😍 na realidade essa série é dos livros que minha amiga tem, fiquei com vontade de assistir mesmo, as outras eu não conhecia.

  3. Olá,
    minhas vida de seriadora está um caos completo. Infinitas séries iniciadas e outras tantas que quero ler, inclusive três dentre as que você citou se encaixa perfeitamente nesta última categoria. Quanto as demais, não sou lá muito fã de tramas que abordam carteis de drogas e coisas do tipo mas acabei me interessando pelas premissas de “Ozark” e “As mulheres que roubam a cena”, que inclusive desconhecia. Vou analisar direitinho e obviamente levar em consideração sua empolgação ao descrevê-las e quem sabe eu cresça minha lista gigante de séries iniciadas.

    Abraços!
    Nosso Mundo Literário

  4. Gosto de séries, mas tô longe de ser uma serienaniaca kkk
    Das que você cita eu tô acompanhando “Demolidor”, tô vendo com o meu namorado. A gente já terminou a terceira temporada! É ótima!

  5. Eu acho que com exceção de Ozark, todas as outras séries são bem populares sim. A que eu mais amo na sua seleção e eu espero que vire febre, é Atypcal. Adoro o Sam e a família dele. E Anne With E está na minha lista para eu começar a ver em breve.
    beijos

    1. kk as pessoas só conhecem, mas não falam MUITO ou assistem MUITO, sl, Ozark não é quase conhecida, Atypical pegou um hype recentemente né?!

  6. Olá!
    Eu tenho acompanhado pouco as séries, mas tenho vontade de assistir Anne with N e Big Little Lies principalmente por causa dos livros. Sou fã de adaptações.
    Beijos!

  7. Olá, tudo bem?

    Não sou esse tipo de pessoa que assiste muitas séries. Na verdade, adoraria assistir mais séries, mas não gosto quando tem muitas temporadas, fico logo pensando quantos meses vou levar para assistir. Das que citou, já ouvi muitos comentários positivos de Anne e Atypical, e já estavam na minha listinha.
    Não conhecia Ozark, mas já foi para o topo, a premissa é muito interessante e adoro um bom drama e você citou que é o DRAMA. Adorei as dicas!

    Beijos!

  8. Oi!

    De todas as séries apresentadas eu só conhecia a Daredevil, mas fiquei super curiosa para ver as outras, principalmente a Atypical! Eu tenho um pequeno problema em acompanhar séries, então sempre escolho séries curtas ou com episódios curtos (não consigo acompanhar tantas e isso ataca minha ansiedade!), então vou pegar essa (Atypical) para maratonar no final de semana.
    Adorei as indicações e anotei todas para quando eu não souber o que assistir na Netflix.

    Beijos!

  9. Dessas só vi Anne with an E e sou apaixonada por ela, a série do Demolidor ainda não terminei mas estou gostando bastante também. Gostei das suas indicações e coloquei na minha listinha pra assistir depois.

  10. Confesso que também sou assim para séries “modinhas” quase não curto assistir, mas esse ano eu dei meu braço a torce e cai de cabeça em Greys Anatomy e estou amando, e devorando estou na 9º temporada haha mas já ouvi fala de Anne e vou vê se incluo ela na minha lista de séries haha

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